E se meu filho pular a etapa do engatinhar?

É bastante comum os pais ficarem orgulhosos de seus filhos quando estes começam a sentar, engatinhar e andar precocemente ou quando já articulam palavras aos primeiros meses de vida. Quando o inverso acontece, isso passa a ser motivo de preocupação para os pais, mas não deve ser motivo de pânico, pois entre 10-20% dos bebes não engatinham, pulam essa fase e começarão a andar direto.

O desenvolvimento motor das crianças tem etapas, que devem ser observadas e cumpridas, pular algumas delas podem trazer prejuízos no futuro. Do ponto de vista neurológico o fato da criança deixar de engatinhar e já sair andando não é um problema, desde que a criança esteja se desenvolvendo bem. Normalmente, as crianças devem vivenciar todas as etapas do desenvolvimento neuropsicomotor, mas se acontecer da criança “pular” a fase do engatinhar, não existe motivos para ficar apreensivo.

De modo geral, as crianças desenvolvem várias maneiras de se locomover, antes de andar e podem engatinhar de varias formas: de “quatro apoio”, de “bumbum”, “soldadinho”, “caranguejo”, “rolando”. O importante é que ele atinja esta etapa, independente de como foi executada, pois só tende a ser beneficiado.

A criança que engatinha fortalece a coluna, ganha equilíbrio e desenvolve grupos musculares importantes das mãos, dos braços, dos ombros, além de fortalecer ligamentos, necessários para o aprimoramento de habilidades motoras finas. “É a primeira atividade do bebê que envolve a alternância de braços e pernas, em movimentos simétricos.

É nessa fase em que a criança aperfeiçoa habilidades visuais, que envolvem a percepção espacial e de profundidade. Essas competências serão empregadas no momento de ler e escrever. “Ao pular a fase de engatinhar, aumenta a probabilidade de a criança apresentar dificuldades futuras, principalmente na aquisição da leitura, escrita e cálculos” diz Quezia Bombonatto, presidente da Associação Brasileira de Psicopedagogia.

O interessante seria os pais criarem situações, oportunidades para que a criança se locomova, estimulando de uma maneira bem lúdica e divertida, porém se nem assim ele engatinhar não se preocupe, pois cada criança é única e tem seu tempo e ritmo, evite comparações. O importante é que seu o pediatra seja comunicado quando qualquer sinal de anormalidade for observado, pois algumas deficiências neuromusculares e motoras podem ser detectadas nessa fase.

 

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