Brincar, uma forma de superar os limites!

Olá pessoal!

Nos post anterior falamos sobre a importância da brincadeira na vida de nossos bebês e de nossas crianças. Que o brincar é uma das atividades mais importantes para favorecer um desenvolvimento físico, cognitivo, emocional e social saudáveis.

E como fazer se o bebê tem alguma limitação para poder brincar? Se ela apresentar alguma deficiência para falar, se expressar,  escutar, enxergar, andar ou para tocar o brinquedo?

Antes de tudo os adultos responsáveis devem lembrar que ela é uma criança e que deve ter acesso ao mundo do brincar. Toda criança pode ter acesso ao brinquedo desde que nós, os adultos, consigamos “fazer junto com ela” e “não fazer por ela”.

Como? Adaptando os brinquedos segundo sua necessidades e interesses. Explorando juntos todas as possibilidades que ele oferece. Tudo vai depender dos movimentos que essa criança tem, como ela escuta, quanto ela enxerga e de quais os movimentos que ela consegue fazer sozinha. Descobrindo juntos podemos promover um brincar adaptado.

Bebês e crianças com limitação visual

Para os bebês que apresentam algum tipo de limitação visual, podemos apresentar-lhes o mundo com brinquedos que oferecem outras informações sensoriais, tais como: tátil e auditivo. Um livro comum pode ser convertido em uma riqueza sensorial. O adulto pode selecionar diferentes texturas e colar junto com a criança, segundo a imagem impressa no livro: cole algodão na nuvem, tecido nas roupas dos personagens, camurça em alguns animais, papel laminado no espelho, fios de lã nos cabelos, canudinhos na escada. No chocalho colar tecidos de texturas variadas, de cores  vivas e contrastantes. Nas bolas colocar guizos ou algum outro objeto que faça ruído. Você pode apresentar brinquedos de diferentes formas (triangular, redondo, quadrado). Enfim, vale tudo, basta usar criatividade, imaginação e, é claro, os materiais disponíveis em casa.

Bebês e crianças com limitação motora

Para os bebês  com alguma limitação motora (como por exemplo quando não conseguem coordenar seus movimentos de braço e consequentemente das mãos), existem muitas formas de adaptação: aumentando a circunferência do brinquedo, colocando velcro no brinquedo e a outra parte fixando em alguma base (carrinho de bebê/bebê conforto/berço) que esteja em seu campo visual. Se a criança apresenta tremores, os brinquedos devem ter um pouco mais de peso e colocar materiais anti-derrapantes neles. Colocar cordinhas para facilitar que o bebê empurre os brinquedos. Colocar velcro nas roupinhas das bonecas para que seja fácil de tirar-las.

Se querem ligar algum brinquedo que tenha a função ON/OFF ou até mesmo ter acesso ao computador, uma solução simples é o mouse adaptado (ou o “switch”). Esta ferramenta abre um mundo de possibilidades, pois permite que com um simples clique a criança: ligue e desligue o brinquedo,  acesse jogos no computador (inclusive para comunicar-se utilizando o sistema de varredura, podemos abordar este tema, a CAA – Comunicação Alternativa Aumentativa em outro post ).

Bebês e crianças com limitação auditiva

Para bebês com limitação auditiva, prefira os brinquedos que as luzes acompanhem a vibração.  É possível de adaptá-los para que sejam acionados quando se produza algum som. Você pode também colar texturas para que ele possa sentir as diferentes sensações (da mesma maneira abordada na limitação visual).

O importante é ter bem claro que a SUA participação é essencial para que o brincar seja estimulante, divertido e acessível.

Existem muitos brinquedos no mercado que favorecem o brincar para todos. Porém se não encontramos prontos, nada impede adaptar aqueles que já temos em casa. Se você tem algum brinquedo e não consegue deixar-lo acessível para que seu filho brinque, escreva aqui nos comentários, assim juntos podemos encontrar uma melhor solução .

 

 

 

 

 

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