Autonomia e independência, como e quando começo a estimular?

Sempre se fala em “estimular a autonomia e independência da criança”, mas afinal de contas, o que isso realmente significa? Para começar a falar sobre esse assunto,  primeiro vamos ver algumas situações da vida cotidiana:

-Mariana, mamãe de Carina de 4 anos, sempre escolhe uma linda roupa para levá-la a casa dos avós. Todos ficam admirados como Carina está arrumada.

-Todos os dias Paulo, papai de João de 2 anos, senta seu filho na cadeirinha e, com a colher, lhe oferece um delicioso almoço.

 

-Logo pela manhã Claudio dá um banho em Marcos, seu filho de 5 anos. Para ser mais rápido, ele o esfrega, o ensaboa, o lava e o enxuga com a toalha. o ajuda a vestir as roupas, calçar e amarrar o tênis. Depois de 15 minutos Marcos já está banhado e pronto para ir a escola.

-Todos os domingos, Ana juntamente com seu marido Bruno e sua filha Clara de 7 anos, vão à sorveteria. Ana sempre escolhe um gostoso sorvete de morango para toda a família.

Alguma dessa situação te parece familiar? Não se assuste pois não vai ser a primeira nem a última a se identificar com alguma. Os motivos podem ser os mais variados possíveis: faz porque já é um costume que a mamãe sempre escolhe o que acha que é melhor para a família, ou porque o tempo é corrido, ou porque pensamos que nossos filhos não sabem escolher uma roupa que combine com o “nosso gosto”, ou porque ele não sabe lavar direito seu corpinho, seus dentes… enfim, são milhares as justificativa que ocultam e não dão espaço para que a autonomia e a independência de seu filho se desenvolvam.

Bem, então que são esses termos?

Autonomia nada mais é que  poder fazer escolhas por si mesmo, ou seja, tomar uma decisão diante de uma determinada situação consciente das consequências que isso implica. Está bastante vinculada com a independência, que é a capacidade de fazer por si mesmo, fazer uma tarefa sem auxílio.  Pode até ser que nunca seremos totalmente independentes em nossas tarefas pois quase sempre dependeremos do outro (como por exemplo ir comprar pão depende de um outro para que ele abra o comércio), mas é possível ser completamente autônomo em tudo que fazemos (como por exemplo escolher que hoje vou comer pão integral da padaria da esquina).

É possível promover a autonomia e a independência dentro do que permite cada etapa do desenvolvimento infantil, nas mínimas ações:

 

– perguntando ao bebê qual seu brinquedo favorito (este ou aquele, dando tempo para que ele te responda olhando ou pegando o brinquedo que mais lhe chame a atenção). Quando promovemos o poder de escolha, estamos incentivando a tomada de decisão;

 

-mesmo quando ele não saiba fazer uso da colher, deixando que o bebê coma com suas próprias mãozinhas: mamão, omelete com cenoura, banana picadinha em formato de c (se usa muito quando os pais escolhem o método BLW para iniciar a alimentação sólida). Com certeza isso vai demandar paciência porque o bebê a princípio vai explorar a textura, cheiro, cor dos alimentos e deixar o chão cheia de migalhas de comida.

 

– nomeando as partes do seu corpo quando lhe dá banho ou quando vai trocar a fralda, assim quando ele tenha domínio da sua coordenação motora fina, você poderá ajudá-lo para que ele segure a esponja e faça por si mesmo guiando até que ele faça sozinho.

 

Mesmo que esses tipos de ações demorem para se tornar um hábito em nossa vida, vale a pena reflexionar pois esses dois simples conceitos possibilita que amanhã nossos filhos possam ser o agente causal de sua própria vida, capazes de resolver os conflitos que vão aparecer ao largo de caminhada.

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